Tradicionalmente associado às celebrações católicas, o vin santo/vinsanto também costuma estar presente nas festas natalinas, acompanhando as sobremesas, ou servido ao final das refeições. Considerado vinho de meditação, quando servido...
Com a chegada da nova estação, o pomar invade a mesa e as frutas brilham muito além das receitas doces. Agregam acidez, doçura, textura e notas florais aos pratos salgados....
Aos olhos ocidentais, as peculiaridades da gastronomia coreana vão além dos sabores. Começam no significado das refeições e passam pela forma como são compartilhadas. Espectadores assíduos de k-dramas (as séries...
Vida
Celso Gutfreind
Equilíbrio
Cherrine Cardoso
Palavra
Luís Augusto Fischer
Cotidiano
Claudia Chaves
celebra a trufa branca

Uma experiência rara que reúne o perfume da trufa branca, a sofisticação da cozinha italiana e vinhos selecionados para uma harmonização memorável
Poucos ingredientes carregam tanto mistério quanto a trufa branca. Ela não pode ser plantada, não se deixa prever e dura poucos dias depois de colhida. Bastam, porém, algumas lâminas finas para transformar o sabor de um prato. É em torno dessa raridade que o Castelo Saint Andrews, em Gramado, realiza o Festival Tartufo Bianco, jantares que homenageiam a Itália e o auge da temporada das trufas brancas.
Dois sábados, 31 de outubro e 7 de novembro, são as datas escolhidas para os jantares. A noite começa com welcome drink e segue com um menu de cinco tempos, todos com a trufa branca em destaque e cada um acompanhado de um vinho escolhido para harmonizar.
Com um ingrediente que precisa chegar à mesa poucos dias depois de sair da terra italiana, o Festival Tartufo Bianco é uma experiência que não se repete ao longo do ano: um encontro raro entre a trufa mais desejada do mundo, uma seleção de vinhos de pequenos produtores familiares – com destaque para a vinícola Bramante Cosini, que produz o Brunello di Montalcino DOCG Bramante Cosini.

Tesouro escondido
A trufa branca, de nome científico Tuber magnatum Pico, é um fungo que se desenvolve debaixo da terra, em simbiose com as raízes de carvalhos, choupos, salgueiros e tílias. Sua ocorrência se concentra em poucas regiões da Itália, como as colinas de Alba, no Piemonte, e áreas da Toscana, como San Miniato e as Crete Senesi, vizinhas de Montalcino.
Diferentemente da trufa negra, que já é cultivada com sucesso em diversos países, a branca é superexclusiva, pois somente é encontrada na Itália . Cada exemplar é buscado na natureza, por caçadores experientes, os trifolau, que percorrem os bosques com cães treinados para farejar o tubérculo enterrado, muitas vezes à noite, para proteger seus pontos de colheita.
A temporada é curta, concentrada entre fim de setembro e dezembro, e depende inteiramente do clima. Um verão seco demais ou um outono chuvoso em excesso bastam para reduzir a safra. Depois de colhida, a trufa perde aroma a cada dia e precisa ser consumida em pouco mais de uma semana. Raridade, imprevisibilidade e uma janela de consumo tão estreita explicam o preço: nas últimas temporadas, o quilo da trufa branca foi negociado na Itália entre 3 mil e 4,5 mil euros, valor que pode ser bem maior em anos de colheita escassa ou para exemplares excepcionais, disputados em leilões internacionais.
O que justifica tamanha admiração é o perfume. A trufa branca reúne, ao mesmo tempo, notas de terra úmida, mel, feno, cogumelos e um toque sutil de alho, em uma combinação que nenhum outro ingrediente reproduz. É um aroma intenso, mas de grande delicadeza, que se revela por inteiro apenas no contato com o calor de um prato recém-servido. Não por acaso, o gastrônomo francês Brillat-Savarin a chamou de diamante da cozinha. Essa complexidade pede respeito. A trufa branca não vai ao fogo: é servida crua, em lâminas finíssimas, sobre preparações que funcionam como uma moldura para que o seu perfume ocupe o centro da experiência.

O menu
O jantar percorre cinco tempos da cozinha italiana, todos finalizados com trufa branca, do primeiro prato à sobremesa. A carta de vinhos acompanha a viagem e atravessa a Itália de norte a sul, do Friuli à Sicília, passando pelo Lácio, pela Toscana e pela Puglia.
Tartare di Filet Mignon e Tartufo Bianco
- Tartare de filé mignon com trufa branca
- Harmonização: Tacoli Asquini Prosecco DOC Extra Dry 2024
Agnolini con Gemma e Spinaci con Tartufo Bianco
- Agnolini recheado de gema e espinafre, com trufa branca
- Harmonização: Rosa di Lava Syrah Rosé
Carré di Agnello con Riso Parmigiano e Tartufo Bianco
- Carré de cordeiro com arroz ao parmesão e trufa branca
- Harmonização: Bramante Cosimi Brunello di Montalcino DOCG Riserva 2018
Degustazione di Pecorino al Tartufo
e Parmigiano con Miele al Tartufo
- Degustação de pecorino trufado e parmesão com mel trufado
- Harmonização: Stallone Primitivo Tarantino IGP 2024
Gelato di Vanilla e Coulis di Lamponi Tartufata
- Sorvete de baunilha com coulis de framboesa trufado
- Harmonização: vinho

Festival Tartufo Bianco | Castelo Saint Andrews
Datas: 31 de outubro e 7 de novembro de 2026 (sábados)
Reservas: WhatsApp +55 54 3295-7721 · Telefone +55 54 3295-7700
reservas@saintandrews.com.br · www.saintandrews.com.br
Endereço: Rua das Flores, 171, Bairro Belvedere, Gramado/RS

Cada xícara, uma celebração de sabores, aromas e combinações surpreendentes
O nome Ode, com suas três letras, foi criado como um tributo ao trio das principais qualidades de um café especial: doçura, acidez e corpo. Cada xícara servida na Ode Café, que fica no bairro Bom Fim, ao lado da Redenção, reafirma esse tributo.
A cafeteria foi idealizada por Gustavo Leão, barista com 12 anos de atuação no mercado. Formado em Gastronomia pela Unisinos, barista e mestre de torra pela Specialty Coffee Association e vice-campeão brasileiro como barista na categoria Coffee In Good Spirits, que combina café com bebidas alcoólicas.
A Ode tem torrefação própria e oferece grãos do Norte do Paraná, Mantiqueira de Minas e Cerrado Mineiro. O café é coado no Origami, método japonês que enaltece as notas sensoriais da bebida em cada variedade. Quando se trata de cafés com leite, o cuidado é o mesmo: eles são preparados com uma marca carioca de leite vegetal, de aveia, muito elogiada por sua textura e sabor. As bebidas geladas, como o matcha latte com adicional de morango e o latte de caramelo salgado são sucessos.
Para acompanhar o café, o cardápio de comidas é todo produzido na casa. As principais opções salgadas são o pão de queijo, o sanduíche caprese e a torta de frango, mas eles também preparam um delicioso pão na chapa. Qualquer item pode ser acompanhado pelo caramelo de alho, um clássico da casa. Os doces também chamam a atenção: brigadeiro de matcha, cocada com calda de frutas vermelhas, brownie e cookie preparados com chocolates Bean to Bar da Magian Cacau.

para pegar e levar

A Freddie’s Deli, sanduicheria com charcutaria artesanal localizada no bairro Moinhos de Vento, tem a sua proposta gastronômica inspirada nas tradicionais delis norte-americanas e no jeito europeu de vender na rua. Inaugurada no fim do ano passado, a casa se adaptou ao ritmo da vida urbana da capital e opera em formato grab & go, com atendimento exclusivo pela janelinha, aliando a praticidade do consumo rápido ao cuidado de um preparo artesanal.
O principal diferencial da Freddie’s é a fabricação integral da charcutaria utilizada em seus sanduíches. Pastrami, rosbife, bacon e presunto são preparados no próprio estabelecimento, em processos que demandam tempo e técnica. O pastrami, por exemplo, leva mais de dez dias para ficar pronto. A montagem dos sanduíches é ágil, mas a produção dos ingredientes segue o ritmo do preparo artesanal.

Em razão do espaço compacto e da produção própria das carnes, o cardápio é enxuto e composto por cinco sanduíches salgados: Roast Beef French Dip, feito com rosbife para ser mergulhado no molho; Cubano, um sanduíche prensado com porco assado, presunto, sweet picles e queijo suíço, o sanduiche de Pastrami feito na casa, o Grilled Cheese, um delicioso sanduíche de queijo derretido, além da opção para o início do dia, o Egg Breakfast Sandwich, um brioche com ovo cremoso, cheddar e bacon crocante. Mas há também uma opção doce: Honey Toast Vanilla Dip, uma torrada japonesa de mel e manteiga com creme anglaise.
Os sanduíches são entregues embalados e o consumo pode ocorrer ali por perto mesmo, no pátio da galeria, no Parque Moinhos de Vento, em casa ou onde o cliente preferir. Sob o lema “te livra do tédio do almoço”, a casa se dirige a quem busca uma refeição rápida, de qualidade e com ingredientes selecionados.
combinações nada óbvias

No novo menu, Mauri Olmi transforma sabores conhecidos em combinações inusitadas, valorizando ingredientes da estação
A renovação do menu a cada dois meses é uma característica marcante do Libertino. Os pratos de cada temporada dividem espaço com receitas consagradas que permanecem no cardápio. Ao criar o novo menu, o chef Mauri Olmi buscou ideias em sabores muito familiares. Elementos de um pastel de feira aparecem no tartare de carne crua com cebola, tapenade de azeitona, gema curada e azeite de salsa, servido com a massa frita. Milho e guanciale dão sabor ao espaguete, em uma combinação que remete à textura da carbonara. Finalizado com creme de milho e milho tostado, o prato não leva ovo nem parmesão.
As duas receitas estão entre as 12 criações que entraram no menu em setembro. O trabalho de Mauri parte da pesquisa de ingredientes, referências e técnicas para chegar a combinações próprias, com atenção aos produtos da estação.
“As frutas aparecem bastante neste menu, inclusive nos pratos salgados. Gosto de pensar a fruta não como um ingrediente necessariamente doce, mas pelo que ela pode trazer para o prato: acidez, frescor, textura, contraste. Quando ela entra no lugar certo, muda a leitura dos outros ingredientes”, explica Mauri Olmi.

Essa ideia aparece em diferentes pontos do cardápio. No carpaccio, kiwi e cogumelos Paris crus são combinados a creme de macadâmia, conserva de casca de limão-siciliano, nibs de cacau e azeite de oliva. Na burrata, banana grelhada aparece sobre leite de coco aromatizado com curry, com crispy oil, coentro e manjericão. Já o camarão recebe glaceado de maracujá e missô e é servido sobre naan, com creme de ricota e salada de funcho, hortelã e manjericão.
Entre as demais criações estão o funcho assado com fonduta de gorgonzola e pangrattato; a lula grelhada com feijão branco, bacon, tomate e cebolete; a abóbora assada com aligot de queijo colonial, molho de café, manteiga queimada com sálvia e crocante de sementes; a lasanha de costela com bechamel, creme de parmesão e vinagrete de tomate verde; e o shimeji tostado com batata brava, cebola tostada e caldo de cebola e cogumelo.
Nas sobremesas, a portokalopita, de origem grega, é feita com massa filo embebida em calda de laranja e bergamota e servida com sorbet de bergamota e crocante de gergelim. A outra criação combina ganache de mirtilo e chocolate branco, compota de mirtilo, sorvete de folha de figo e crocante de cacau 70%.
Com 48 lugares, o restaurante mantém uma escala próxima entre cozinha, salão e serviço, enquanto as mudanças periódicas do cardápio acompanham diferentes momentos do ano.

Programação especial
Libertino e Os Estranhos | 17 de outubro
A primeira edição do evento especial de vinhos acontece no Libertário, bar do Libertino, localizado nos fundos da casa. A noite será dedicada a rótulos pouco convencionais, de uvas e regiões menos conhecidas, selecionados por Fernanda Souza e acompanhados pela cozinha de Mauri Olmi. As reservas já estão abertas.
Último menu degustação do ano | 11 de novembro
A noite recupera pratos que marcaram as temporadas apresentadas pelo restaurante em 2026.
Libertino 4 anos | 29 de novembro
A comemoração retoma o formato coletivo do aniversário da casa e reunirá chefs convidados e profissionais ligados à gastronomia em uma programação criada especialmente para a data.
Serviço
Rua Santo Antônio, 801, Bom Fim, Porto Alegre
Terça a sábado, das 19h às 23h
Sábados e domingos, das 12h às 15h
Reservas pelo Instagram @libertino.poa ou WhatsApp (51) 99011-5145

Em “Mar Abstrato”, série inédita apresentada na CASACOR Rio Grande do Sul 2026, o fotógrafo Nathan Carvalho apresenta nove imagens que se detêm sobre água, rochas e algas, revelando formas, texturas e variações de cor que aproximam a paisagem da abstração.
A série integra a edição em que a CASACOR Rio Grande do Sul celebra 35 anos no Estado, no Antigo Terminal do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, até 4 de outubro. O trabalho está na Galeria de Arte, espaço de acesso gratuito e independente da visita à área paga da mostra.
Nathan concentra-se nos fragmentos e nas transformações da natureza. Fotografadas em Torres, no litoral norte gaúcho, as imagens partem da observação do encontro entre água, rocha e vegetação, com atenção especial à vida que cresce sobre a superfície mineral. O movimento, as nuances de cor e as texturas conduzem o olhar de uma imagem à outra, estabelecendo uma composição contínua.
A série também atravessa a relação pessoal do fotógrafo com o mar. Natural de Rio Grande, Nathan cresceu no litoral e encontra nesses recortes da paisagem elementos que muitas vezes passam despercebidos ao olhar cotidiano. Na pós-produção, intervenções pontuais de cor e contraste aproximam o resultado da sensação percebida no momento da fotografia, preservando as características originais da cena.
Com 290 m², a Galeria de Arte é assinada por Davi dos Anjos e Luciano Mota e reúne pintura, escultura, fotografia, performance e instalação. A curadoria é de Davi dos Anjos, com consultoria de arte de André Venzon e colaboração do crítico italiano Andrea Nikos Cristallo.

O artista
Nathan começou a fotografar aos 17 anos. Ao longo de mais de duas décadas, passou da fotografia de eventos à construção de uma produção autoral em diferentes plataformas. Nesse percurso, desenvolveu uma maneira própria de compreender a imagem. As fotografias do artista traduzem sua visão e sua sensibilidade.
Serviço
Mar Abstrato — Nathan Carvalho
Local: Galeria de Arte da CASACOR Rio Grande do Sul 2026
Curadoria: Davi dos Anjos
Período: 12 de agosto a 4 de outubro de 2026
Endereço: Antigo Terminal do Aeroporto Salgado Filho — Avenida dos Estados, 747, Porto Alegre
Horários: terça a sexta-feira, das 14h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 12h às 21h
Entrada na Galeria de Arte: gratuita e independente da aquisição de ingresso para a CASACOR RS 2026
familiar artesanal

Idealizada por uma mãe e suas duas filhas, a La Stella Caffè é um lugar pensado para que o cliente se sinta em casa, relaxe e possa desfrutar de bons momentos enquanto experimenta cafés e delícias artesanais. A cafeteria oferece receitas, aromas e um aconchegante espaço que favorece conversas e encontros. As três mulheres por trás do projeto, Maristela, a mãe, e as filhas Laura e Antônia, além do mesmo sobrenome, há tempo compartilhavam a vontade de construir algo próprio, com identidade e propósito.
Tudo começou em 2024, quando a família deu início à micro torrefação de grãos de café em casa. Em 2025, com os grãos que processavam já recebendo muitos elogios, elas deram o passo seguinte: abriram as portas da cafeteria. Hoje, os grãos chegam verdes de Minas Gerais, após uma seleção minuciosa em produtores específicos, e é no La Stella Caffè que a torra acontece. Esse processo cuidadoso é o que garante controle sobre a qualidade do café que chega à xícara dos clientes. Os cafés de especialidade são levados a uma torra cuidadosa, realizada para destacar as melhores características de cada um deles, e proporcionam experiências sensoriais diferenciadas.
O sonho realizado em família deu origem à micro torrefação de cafés de especialidade, ao espaço de degustação de produtos artesanais e a um cenário preparado para momentos deliciosos. Esse modelo artesanal, acompanhando os insumos desde o produtor até o resultado final, valoriza a origem e incrementa a qualidade do que é oferecido.

No La Stella, há muitas delícias para comer. A Clássica Tarta de Santiago, receita espanhola, da região da Galícia, expressa o entusiasmo pela Espanha e pelo Caminho de Santiago. O brigadeiro de parmesão surpreende por ser uma interessante receita de família que ficou guardada por décadas. Outro sucesso é a torrada com pão levain, também produzido no local. As granolas artesanais são receitas inéditas pensadas nos mínimos detalhes, e têm conquistado muitos fãs. As tantas outras delícias que o La Stella oferece valem a visita e são resultado da criatividade, da dedicação e da habilidade ímpar da família. Por lá, o padrão de qualidade é inegociável.

O Brado é uma grata surpresa no cenário gastronômico de Porto Alegre. O restaurante, no bairro Bom Fim, tem no comando da cozinha Vinícius Gomes, que mostra toda a sua criatividade em pratos autorais que vão além da proteína e passeia lindamente por vegetarianos, sem glúten e sem lactose.
Restaurante contemporâneo, com ingredientes sazonais, é o resultado da amizade entre Vinícius e o sócio Matheus Karsten. A casa privilegia os produtos regionais, inclusive na carta de vinhos, com destaque para os vinhos naturais do Rio Grande do Sul.
Como entrada, a beterraba assada, com redução de beterraba, creme de iogurte e laranja, servida com crocante de hibisco ou o patê de fígado de galinha, geleia de bergamota e nibs de cacau certamente vão impressionar. Entre os pratos principais, para quem opta por proteínas, vale conferir o camarão patagônico, pesto rosso, tomate-cereja e manjericão, acompanhados de pão de fermentação natural ou o espetinho de frango grelhado, aji panca, molho de amendoim e coentro. Mas um destaque é a abóbora assada, requeijão caseiro, cogumelo hiratake e rúcula, de muito sabor.
As sobremesas incluem sorvetes produzidos pela Mêut. A torta de maçã com caramelo conhaque, praliné de castanhas, vem com sorvete de canela. O fonfant de chocolate 70% origem, espuma de doce de leite, nibs de cacau, com sorvete de whisky. E o sorvete de baunilha é acompanhado de toffee de cumaru e massa folhada caramelizada.
A recomendação? Vá com amigos para compartilhar diferentes pratos ou volte mais vezes, porque vale conferir a diversidade de sabores.


A celebração dos 400 anos do início das Missões Jesuíticas Guarani serve de inspiração para que o Rancho Tabacaray apresente um festival da cultura missioneira, conte a história e relembre o legado dos povos indígenas que habitavam o Rio Grande do Sul antes da chegada dos europeus.
Por meio da gastronomia, da música, da cultura e da arte formou-se o Piquete El Topador, com uma programação especial que se estende até o dia 20 de setembro. O Piquete buscou artistas que representam diferentes gerações e formas de expressão da cultura missioneira, mostrando como essa identidade dialoga com o passado e, ao mesmo tempo, permanece viva e em permanente transformação. A homenagem não ficará restrita aos palcos. O Piquete também prepara uma programação com fotografia, artesanato, poesia, dança, escultura e outras manifestações ligadas ao território missioneiro.
As quartas-feiras sociais são outro eixo importante da programação. Nesses dias, instituições de Porto Alegre – Pão dos Pobres, FPE e Aldeia da Fraternidade – participam gratuitamente de oficinas, atividades culturais e experiências gastronômicas promovidas no Rancho Tabacaray, ampliando o acesso à cultura e incentivando o compartilhamento de conhecimentos entre diferentes gerações.
Assim como a música, a gastronomia foi pensada como expressão do território. Nos almoços dominicais, o tradicional costelão preparado lentamente no fogo de chão divide espaço com uma cozinha que valoriza o aproveitamento integral dos ingredientes, os produtores locais e o respeito ao bioma Pampa, princípios que norteiam o trabalho desenvolvido por Antônio Costaguta, o El Topador.