

Em tempos de altas temperaturas, férias e reuniões com amigos, uma tradição espanhola é muito bem-vinda à mesa: as tapas, pequenas porções de comidinhas, frias ou quentes, servidas como acompanhamento...


Em outubro de 2023 naveguei, conduzindo o 50º Grand Tour TripTravel, pelas ilhas portuguesas dos Açores e da Madeira, seguindo o caminho das expedições que transformaram Portugal, no século XVI,...


Com a proximidade do Natal, uma das dúvidas frequentes é sobre o que preparar para a ceia festiva, principalmente quando a ideia é fugir do tradicional peru recheado, herança dos...

O vinho brasileiro comemora a conquista de uma nova Indicação Geográfica: a Indicação de Procedência Vinhos de Inverno Sul de Minas. A primeira do Cerrado e a primeira do mundo para vinhos com colheita de inverno. Essa é uma técnica brasileira que surgiu para contornar as dificuldades de amadurecimento das uvas finas nas zonas tropicais brasileiras.
Na zona central do país, o verão é chuvoso, mas o inverno é seco e não tão frio como no Sul. Pesquisadores brasileiros, liderados por Murillo Albuquerque Regina, desenvolveram uma técnica para mudar o ciclo da videira (a dupla poda ou poda invertida) e fazer com que a uva amadureça no inverno, em vez de no verão, como ocorre na forma convencional.
Murillo Regina era, na época, pesquisador da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) e fazia doutorado em Bordeaux, na França. Ele percebeu que as condições de produção de vinhos finos na Europa eram semelhantes às do Inverno no Sul de Minas Gerais, na região da Mantiqueira, onde o café era a principal referência agrícola. Foi lá que surgiu a ideia de mudar o ciclo da videira, para ajustar a colheita de verão (chuvoso) para o inverno (com maior amplitude térmica e pouca chuva).
Na forma convencional, a videira descansa no inverno e, quando chega a primavera, começa a mudar o metabolismo, passa por todo o ciclo de desenvolvimento e amadurece as uvas no verão. Com a nova técnica, é feita a poda convencional (em agosto) na época de descanso da videira e deixa-se começar o ciclo de desenvolvimento. Mas quando chega janeiro e as uvas começam a se desenvolver, é feita uma segunda poda. Com isso, a videira entra em repouso e começa novo ciclo, o que permite o amadurecimento das uvas e a colheita no inverno.
Nesta época de colheita, os dias são bastante ensolarados (até 27 graus), as noites obviamente bem mais frias (cerca de 10 graus) e a amplitude térmica, que é a diferença do dia e da noite, chega a 15 e 17 graus, um cenário ideal para as uvas. Além disso, historicamente, não chove. A chuva é um dos grandes vilões para a uva utilizada para a produção de vinhos finos.
A técnica permitiu que os produtores do Sul de Minas obtenham vinhos de excelente qualidade e que têm recebido prêmios no Brasil e também em concursos internacionais. São vinhos com teor alcoólico sempre acima de 13% e que podem chegar até 15%.
Esse processo, no entanto, é muito caro. Praticamente dobra o custo de mão de obra em vinhedo, além do desafio de enfrentar o risco de possibilidade de chuva, principalmente na época de transição da floração da videira para a frutificação. E ainda pode ocorrer um amadurecimento muito rápido, o que pode resultar em vinhos muito alcoólicos e com pouca acidez.
Região cafeeira, o Sul de Minas, na Serra da Mantiqueira, é famosa pelos queijos, cachaça, doce de leite, café e, agora, pelos vinhos. A viticultura de alta qualidade só foi possível porque empresas e famílias com grande poder aquisitivo que atuam em outros segmentos resolveram apostar na dupla poda e investiram na produção de vinho. Conseguindo um feito que parecia impossível: produzir vinhos finos de qualidade em uma zona tropical. O problema é que, pelo alto custo de produção, são vinhos caros, fazendo com que não sejam competitivos lá fora. Mesmo aqui, no Brasil, os vinhos de colheita de inverno têm preços altos.
Financiaram o projeto as vinícolas Alma Gerais, Almatero, Barbara Eliodora, Davo, Estrada real, J Benassi e Maria Maria.
As regras
Aprovada em 11 de fevereiro deste ano, a Indicação de Procedência Vinhos de Inverno Sul de Minas abrange uma área descontinuada de 4.239,6 km2 e inclui os municípios de São João da Mata, Cordislândia, São Gonçalo de Sapucaí, Três Corações, Três Pontas, Campos Gerais, Boa Esperança, Bom Sucesso, Ibituruna e Ijaci.
Todos os vinhos devem ser elaborados com 100% das uvas produzidas na área geográfica delimitada. Os vinhedos devem ser em regime de dupla poda e a colheita compreendida entre 1º de junho e 21 de setembro. A condução das videiras tem de ser em espaldeira e a produtividade máxima de 10 toneladas/hectare. Os vinhedos precisam estar acima de 800 m de altitude. A IP é para vinhos tranquilos, tintos, brancos e rosés, não inclui espumantes.
As variedades que mais se adaptaram à colheita de inverno e que são permitidas na Indicação de Procedência são as tintas: Syrah, Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Marselan, Tempranillo, Petit Verdot, Pinot Noir e Grenache. Entre as brancas, Sauvignon Blanc, Viognier, Marsanne e Chardonnay. Vale destacar, no entanto, que as mais expressivas, até o momento, são a Syrah e a Sauvignon Blanc.
A nova Indicação de Procedência é motivo de comemoração para os apreciadores do vinho brasileiro, principalmente pelo fato de o Sul de Minas Gerais ser pioneiro na produção de vinhos finos de colheita de inverno.


O sonho de ter uma indústria de produtos saudáveis poderia ter tido fim se a empresária Paula Moraes não decidisse tomar outro caminho, como forma de só adiar esse desejo. Quando as enchentes de maio do ano passado fizeram com que perdesse tudo o que havia na recém-finalizada estrutura da sua True Bites, no bairro Anchieta, Paula tinha ficado apenas com chocolates que ainda estavam em sua casa e não haviam ido para o espaço da indústria. E foi com eles que deu início à Just Chocolate, uma pequena loja de chocolates bean to bar, com pequenos lotes, rastreabilidade de origem e açúcar orgânico.
A oportunidade surgiu quando vagou uma loja de 9 m2, na Galeria Prado, na Dinarte Ribeiro, no bairro Moinhos de Vento. Inspirada pelas lojas minimalistas japonesas, Paula resolveu investir em receitas próprias e outras de marcas premiadas no Institute Chocolate Awards, o “Oscar dos chocolates”. Então, além da True, marca dos chocolates saudáveis, sem leite animal, glúten ou açúcar refinado, e da Just, com ingredientes e sabores diferentes, como erva-mate, bergamota, arroz doce e pão de mel, traz chocolates premiados, como Mestiço, Mission e Priscyla França.
E mesmo com todo o sucesso da Just Chocolate, a empresária, formada em Gestão de Alimentos pelo Natural Gourmet Institute de Nova York, retoma, agora, o sonho da True Bites e , em breve, bem pertinho da Just Chocolate vai finalmente abrir a sua indústria de produtos saudáveis.
Dinarte Ribeiro, 148 – Galeria Prado
De quarta-feira a domingo, das 12h às 19h
@justchocolate

Quando dois jovens criativos se unem em nome do vinho e da boa mesa, o resultado são experiências surpreendentes. A parceria do enólogo e sócio-proprietário da Vinícola Família Bebber, Felipe Bebber, e do chef de cozinha William Williges presenteia os visitantes com uma degustação diferenciada na Serra gaúcha, em Flores da Cunha, dentro da Indicação de Procedência Altos Montes.
Na encosta do Rio das Antas, no antigo casarão da família, a vinícola harmoniza a tradição e o contemporâneo e realiza um sonho antigo de viver do vinho. Com o avô Luigi, ainda na infância, Felipe teve o primeiro contato com a bebida de Baco. O pai, Valter, no início seguiu caminho diverso: durante 40 anos se dedicou à fotografia, até se aposentar. Felipe formou-se em Enologia, e o irmão, Rafael, em Administração. Mas a paixão pelo vinho estava na alma e surge daí a vinícola da família. Em 2015, lançam os primeiros rótulos; em 2016, conquistam o título de Vinícola Revelação, e em 2017, o de Melhor Tannat do Brasil.
Já a trajetória do chef William Williges começou como a de muitos cozinheiros: como hobby conduzido pelas memórias da cozinha italiana da nona Loide. Nascido em Taquara, foi buscar conhecimento e formou-se pela Escola de Gastronomia Ayres Scavone. Fã de Ferran Adriá, investiu em aprendizagem em diferentes cozinhas. Em 2017, participou do MasterChef e, apesar de eliminado, ganhou alguma fama e abriu o próprio restaurante, o Boaz, em Caxias do Sul, com o qual obteve reconhecimento por sua cozinha criativa.
Foi essa criatividade que chamou a atenção de Felipe Bebber e de onde surgiu a parceria. A ideia era inverter a lógica das harmonizações e em lugar de partir dos pratos para os vinhos, partir do vinhos e criar as receitas que melhor casavam com cada um deles. Sucesso garantido.
Com um menu sazonal, o restaurante está oferecendo o menu verão 2025, que tem início com os snacks do chef: tartelete de brie decorada com pétalas de flores comestíveis e croquete de pien com relish de crem, apresentados em uma bela estrutura de madeira e harmonizados com o espumante Bebber Brut Rosé, que traz à boca notas de morango e cereja, leveza e refrescância.
A entrada é inspirada na salada Caprese, com tomatinhos confitados, pesto, funghi seco e gelato de parmesão. O primeiro prato, nesta estação, é um lombo de pirarucu defumado com castanha-do-pará, vagem, palmito pupunha e alho-poró. O segundo prato combina Serra e Mar, com tentáculos de polvo, frégola, linguiça de porco, páprica defumada, algas e PANC. Antes da sobremesa, uma pré, com queijos, geleias e castanhas. Para encerrar, a sobremesa em formato de picolé, mas que se revela pêssego, coco, chocolate branco e crumble de nuts.
A vinícola tem hoje 20 rótulos, entre espumantes, vinhos brancos, tintos leves e mais estruturados. A harmonização com o menu de cinco tempos pode ser feita com os vinhos da linha Premium ou com os Reserva. Em homenagem às raízes rio-grandenses, vinhos ganham a denominação de Bah, Guri, Chimango e Maragato.
Enquanto restaurante está instalado no antigo casarão da família, a vinícola ocupa uma construção moderna. Os visitantes também podem aproveitar o deck no Garden, com finger food e degustação dos vinhos da casa. A Bebber abre de segunda a sábado, das 10h às 17h. O menu harmonizado é servido das 11h às 15h.

Vinhos Merlot com Denominação de Origem (D.O.) são destaque no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha. Esta é a variedade tinta que ao longo dos anos mostrou melhores resultados nos vinhos produzidos, e por esse motivo foi eleita a representante da identidade da D.O.
Com essa variedade, a Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) lança o 10 Lotes D.O.V.V., primeiro vinho coletivo com Denominação de Origem no Brasil. São três safras – 2020, 2021 e 2022 – de 10 vinícolas: Ales Victoria, Almaúnica, Casa Valduga, Dom Cândido, Don Laurindo, Miolo, Peculiare, Pizzato, Terragnolo e Larentis. Um vinho que mostra todo o potencial da uva ícone do Vale.
O território demarcado pela D.O. no Vale dos Vinhedos compreende áreas dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul e deve seguir uma série de regras.
Em rótulos da Denominação de Origem, 100% das uvas devem ser cultivadas nas áreas dentro dos limites do Vale dos Vinhedos. As videiras têm que ser plantadas exclusivamente em espaldeira. E, de modo geral, não podem ser produzidas mais de 10 toneladas de uva por hectare para vinhos e 12 toneladas por hectare para espumantes.
O vinho pode ser varietal (produzido praticamente com um só tipo de uva e que exige um mínimo de 85% da variedade principal) ou assemblage (elaborado a partir de cortes) com outras uvas. No caso dos tintos, 60% deve ser Merlot, podendo o vinho ser complementado com vinhos de outras três uvas tintas especificadas nas regras da D.O.: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat.
No Vale dos Vinhedos está concentrada a maior densidade de vinícolas por km² da América Latina, com mais de 30 vinícolas. Principal destino enoturístico do país, foi a primeira região do Brasil a receber o reconhecimento de Denominação de Origem para vinhos e espumantes.
O 10 Lotes D.O.V.V. É um varietal (90% Merlot e 10% Cabernet Sauvignon), comercializado apenas pela Aprovale (valedosvinhedos.com.br/dovv) e entregue em uma caixa de madeira, acompanhado de material alusivo à Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.
Harmonização
- Carnes vermelhas suculentas (picanha, costela e carne bovina com molho).
- Carne de caça com sabor acentuado (pato, javali).
- Massas com molho vermelho e com cogumelos.
- Risoto de cogumelo.
- Charcutaria.
- Queijos maduros ou de massa dura.
- Sobremesas à base de chocolate.
- Doces à base de nozes ou figos.


O lançamento do livro Prato Feito: Culinária Brasileira e Suas Origens, aconteceu em fevereiro na biblioteca do campus FAPA da UniRitter, com sessão de autógrafos da autora, Simone Pontes, diretora da Tab Editora. A proposta do evento foi unir gastronomia, cultura e conhecimento, e contou com bate-papo entre Simone e o coordenador do curso de graduação em Gastronomia do centro universitário com Le Cordon Bleu, Vinicius Filipin. Simone e Filipin falaram sobre o processo criativo do livro, a pesquisa das receitas, a história e a riqueza da culinária brasileira.
A publicação faz um retrato da cultura culinária do Brasil, apresentando receitas emblemáticas das cinco regiões do país. Com detalhes históricos, modo de fazer e fotografias exclusivas que ilustram os pratos, as 40 receitas que compõem o livro demonstram a variedade e a dimensão da cozinha brasileira como forte expressão cultural.
“Valorizar e preservar a cultura gastronômica brasileira é uma forma de entender quem somos e nossa formação como sociedade. Prato Feito é mais do que um livro de culinária, é um tributo às origens, tradições e histórias que são um verdadeiro tesouro nacional. Afinal, a riqueza do Brasil não cabe em um único prato”, afirma a autora, Simone Pontes.
A curadoria e a coordenação do projeto foram realizadas pela Tab Editora. Além da edição impressa, o projeto inclui a gravação de podcasts no Spotify, trazendo receitas e suas particularidades para ampliar a acessibilidade ao conteúdo.


Após breve pausa em suas operações, o 1835 Carne e Brasa, localizado no Kempinski Laje de Pedra, em Canela (RS), anuncia seu retorno em soft opening e em novo espaço dentro do complexo. A nova localização tem vista privilegiada para o bosque de vegetação nativa, proporcionando uma experiência ainda mais imersiva na natureza, gastronomia, terroir e técnicas que simbolizam a tradição ao redor do fogo. O salão é espaçoso e confortável, com longas mesas de madeira, bancos e cadeiras em pele preenchendo as áreas mais amplas, enquanto sofás e poltronas criam ambientes mais íntimos. A cozinha aberta e envidraçada segue representando o coração do restaurante, permitindo que o cliente acompanhe o trabalho dos cozinheiros.
A renomada chef Carla Pernambuco assina a consultoria de gastronomia do 1835, que se destaca por criações autênticas, com ingredientes locais e elementos de um bom churrasco gaúcho. Opções como a Tábua de Charcutaria ou a Tábua de Queijos preparam o paladar para os pratos principais, como o Vazio Gran Reserva para duas pessoas e o Risoto de Copa Colonial, sucessos da casa. Outros queridinhos, como o Pot Pie Crocante de Costelão 12 horas e o Carreteiro 1835, devem receber a companhia de novidades, que serão apresentadas ainda no primeiro semestre.
Vinhos gaúchos em destaque
A carta de vinhos do 1835 Carne e Brasa que, por si só, é uma atração, também surge renovada. Dividida em categorias como “Nosso Mundo” (uma extensa seleção regional), “Velho Mundo” (com rótulos europeus) e “Novo Mundo” (com rótulos de outras regiões), a lista tem ênfase em microproduções de altíssima qualidade. Cada garrafa foi escolhida para refletir a riqueza e potência da produção nacional, representando a maior concentração de rótulos por terroir do Rio Grande do Sul.
A experiência no 1835 também é marcada pela coquetelaria assinada por Jean Ponce, mixologista referência, que traz drinques autorais que complementam com maestria as sugestões de pratos do cardápio.

Dezoito35 CARNE E BRASA
Rua das Flores, 222 – Kempinski Laje de Pedra, Canela – RS, 95680-000
Horário de funcionamento:
Segunda a domingo: 11h30 às 22h




A arte, a cultura e a paixão pelo vinho estão expostas em 10 cidades da Serra gaúcha, na Pipa Parade. A exemplo da Cow Parade, barricas de vinho foram transformadas em telas por 30 artistas gaúchos, em comemoração à Vindima 2025, exaltando os 150 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul. A rota cultural conecta as regiões das Hortênsias e da Uva e Vinho. São mais de 30 pontos de exposição ao ar livre.
As obras assinadas por artistas contemporâneos têm curadoria do artista visual e gestor cultural André Venzon. As barricas estão expostas até março nas cidades de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira, Flores da Cunha, Garibaldi, Caxias do Sul, Farroupilha, Gramado, Canela e São Francisco de Paula.


Cientistas estão pesquisando a existência de um sexto sabor, além dos cinco já conhecidos: doce, salgado, amargo, ácido e umami. O kokumi, “gosto rico” em japonês, seria uma sensação de riqueza, corpo e complexidade, comparada à maneira como queijos e vinhos envelhecem e melhoram com o tempo. Além disso, o kokumi, de acordo com estudos, teria a capacidade de tornar alimentos com baixo teor de gordura mais palatáveis, aumentando a suculência, cremosidade e espessura.
Os estudos tiveram início com a análise de substâncias presentes no alho e na cebola, que conferem um sabor mais rico e profundo a diferentes pratos, como sopas e ensopados. O kokumi estaria presente também em alimentos fermentados, como molho de soja, pasta de camarão, queijo e cerveja. Depois que o quinto sabor, umami (em japonês “gosto saboroso”, “delicioso”), foi identificado, em 1908, pelo cientista japonês Dr. Kikunae Ikeda, o grupo japonês Ajinomoto deu início, em 1980, às primeiras pesquisas pelo kokumi.
Pesquisadores acreditam que o sabor ocorra naturalmente no alho, cebola e vieiras. Seria causado por um grupo de compostos químicos chamados peptídeos gama-glutamil. As substâncias kokumi não teriam um gosto próprio (são levemente adstringentes em soluções aquosas), mas fariam com que alimentos tenham uma sensação melhor na boca, realçando, além do umami, os gostos doces e salgados.
O umami é descrito como uma sensação agradável que dá água na boca, reveste a língua e deixa um gosto duradouro. Não pode ser sentido isoladamente, apenas melhora outros sabores, como é o caso do kokumi. Ele conferiria um sabor mais encorpado e duradouro que parece encher a boca inteira. Essa sensação estaria intimamente ligada, também, a cozimentos longos, como em ensopados.
Como está em fase de pesquisa, há quem esteja cético em relação à real existência dessa sexta sensação. Mas vale lembrar que o mesmo aconteceu em relação ao umami, e que, mais tarde, ficou comprovado que os que duvidavamn estavam equivocados.