
Os aromas lembram ameixas, tâmaras secas, amêndoas, avelãs e especiarias, como cravo e canela
Tradicionalmente associado às celebrações católicas, o vin santo/vinsanto também costuma estar presente nas festas natalinas, acompanhando as sobremesas, ou servido ao final das refeições. Considerado vinho de meditação, quando servido sozinho, em pequenas taças, é para ser bebido de forma lenta. Apesar de ser frequentemente doce, pode ter a doçura controlada, podendo, inclusive, ser seco.
A explicação para o nome “vinho sagrado” tem várias versões, além da simples associação ao fato de ser um vinho servido nas missas. Uma delas é de que, no século 14, um frade franciscano de Siena, na região da Toscana, na Itália, usava o vinho que sobrava das missas para tratar dos doentes com a peste, alcançando curas milagrosas.
Outra versão é de que o nome se deve ao fato de o mosto começar a fermentar no dia de Todos os Santos, no dia 1º de novembro, e ser engarrafado no fim de semana da Páscoa. Há ainda a que leva à Grécia, na ilha de Santorini, quando mercadores venezianos levavam o vinho doce lá produzido para vender na Itália, rotulando de forma abreviada “Vin Santo”, referindo-se ao local de produção.
O Vin Santo logo se espalhou pela Itália. Só na Toscana há, atualmente, mais de 10 Denominações de Origem Controlada (DOC) regulando a produção da bebida. Mas ela é produzida por toda a Itália, com muitas variações dependendo dos produtores. É importante considerar que apesar do mesmo nome, o vin santo (italiano) e o vinsanto (grego) são produtos diferentes.

Vin Santo
- É um dos vinhos de sobremesa mais tradicionais da Itália, principalmente na Toscana e Úmbria.
- É feito com uvas brancas Trebbiano e Malvasia, mas podendo também ser produzido com a tinta Sangiovese, resultando em um vin santo rosé.
- As uvas recém-colhidas são deixadas para secar (desidratar) em esteiras de palha ou penduradas por meses. Esse processo concentra os açúcares e aromas de forma natural.
- Passa por uma fermentação e maturação lentas em pequenos barris de madeira, onde permanecem por um período mínimo de 3 a 5 anos.
- Alguns produtores ainda utilizam barris que não são de carvalho, como castanheiro, zimbro e cerejeira, podendo misturar lotes da bebida envelhecidas em diferentes madeiras.
- Tende a ser amendoado, oxidativo e suave.
- Tem sabores complexos de frutas secas e em calda, como figo, damasco, passas e tâmaras, além de nuances de mel, caramelo, avelã e nozes.
- É universalmente servido ao final das refeições acompanhado de cantucci (biscoitos de amêndoa toscanos que são mergulhados na própria taça de vinho).
- Os barris em que o vinho é envelhecido costumam ser marcados com uma cruz cristã.

Harmonização
- Cantucci
- Sorvete de baunilha com caramelo
- Gorgonzola
- Torta de damasco
- Torta de nozes
- Bolo de frutas secas
- Pan forte
- Queijo pecorino
- Terrines
- Patês
- Panetone
- Sobremesas cremosas
- Doces à base de chocolate ao leite
- Tiramisú
- Tender com mel
- Doces com café