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Mulheres que Amamos

Nina Vogel

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Por Ana Guerra

5 de fevereiro de 2026

2 min |
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Escrevo este texto com um orgulho forte no peito, pois a Nina faz parte da minha vida desde sempre. Ela é a irmã mais nova de uma amiga de infância, e eu a vi crescer e se transformar, pouco a pouco, nesse mulherão que é hoje. Uma verdadeira força da natureza, Nina é uma artista completa: canta, atua, costura os próprios figurinos e administra sua carreira. E realiza um feito raríssimo no Brasil: vive exclusivamente de sua arte, sem receber um tostão em incentivo ou patrocínio do próprio país. Segue em frente, pois tem uma fome de viver — e de criar — que encontrei em pouquíssimas pessoas ao longo da vida.

Ela não nasceu Nina. Renunciou ao nome de batismo, pois, para ela, a arte sempre vem em primeiro lugar. Sua infância foi vivida em Carazinho, uma cidade pequena no norte gaúcho. A mãe, Mariazinha, era professora de piano. O pai, carinhosamente conhecido como Bugre, sempre foi um apaixonado pelas artes. Nina aprendeu a dançar, sapatear, pintar e tocar piano. Foi estimulada desde cedo a olhar o mundo com curiosidade e sensibilidade.

Aos 16 anos, surgiu a oportunidade que mudaria o rumo de sua vida: um intercâmbio nos Estados Unidos. A ideia inicial era aprimorar o inglês, mas o que ela encontrou foi muito maior. Lá, Nina se deparou com uma realidade acadêmica completamente diferente, onde ser artista é entendido como profissão e onde os jovens são incentivados a levar a sério os ofícios de cantar, dançar e atuar. Essa experiência deixou raízes na jovem Nina. Entendeu que a arte poderia, sim, ser o seu caminho de vida. Antes de voltar ao Brasil, percorreu mais de 40 estados norte-americanos, acumulando uma bagagem que não se mede em quilômetros nem em dinheiro — um repertório cultural, emocional e humano.

Nina até tentou seguir uma profissão considerada tradicional: cursou Direito por quase quatro anos na PUC, em Porto Alegre. Mas a frustração falou mais alto e, com o apoio integral do pai, largou a faculdade e decidiu ser artista. Fluente em inglês e francês — além de outras cinco línguas —, passou a dar aulas para financiar todo o resto: cursos de canto, dança, sapateado, e aprendeu a fazer esculturas. Abraçou todas as oportunidades de investir em seu aprimoramento.

Anos depois, já morando em São Paulo, cursou a faculdade de teatro e teve a oportunidade de trabalhar como assistente de direção artística da OSESP, uma das principais orquestras do país. Foi então que o teatro de animação entrou em sua vida, uma forma de expressão que une a música, o teatro e as artes plásticas, linguagens que ela já dominava.

Vieram os prêmios e os convites para estudar e se apresentar em países como Chile, Canadá, Japão e França. Durante a pandemia da Covid-19, Nina alcançou um público imenso com um espetáculo de teatro em miniatura apresentado da sala de sua casa, em Carazinho — cidade para onde retornou nesse período e onde vive até hoje. As sessões por vídeo chegaram a ser acompanhadas por mais de duas mil pessoas, espalhadas pelo mundo.

De lá para cá, tornou-se referência absoluta em sua área. Realizou turnês em mais de 27 países, em quatro continentes. Em 2026, deve desembarcar no Senegal, onde ensinará seu ofício a artistas locais. Essa grande mulher é patrimônio brasileiro e gaúcho — uma verdadeira embaixadora da arte, que brilha nos palcos do mundo sem jamais se render ao ego, mantendo intactas a autenticidade, a simplicidade e a paixão pelo que faz.

Tags
#ARTE #ARTISTA #EMBAIXADORADAARTE #ESTILOZAFFARI #MULHERES QUE AMAMOS #NINAVOGEL #PATRIMÔNIOBRASILEIRO #REVISTAESTILOZAFFARI

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