O aroma é volátil e tende a desaparecer em pouco tempo. Então, é melhor comprar em pequenas quantidades.
Houve tempo em que a canela valia mais que o ouro, acessível apenas a reis, rainhas e aos muito ricos. Originária da ilha do Ceilão, hoje Sri Lanka, foi uma das especiarias mais cobiçadas pela Europa e tinha um comércio muito lucrativo, que passou por várias mãos. No início, no século 16, o monopólio dessa especiaria esteve com os portugueses. Depois, passou para os holandeses, com a Companhia das Índias Orientais, em 1656, quando expulsaram os portugueses do Ceilão. A partir de 1796, foi para as mãos dos ingleses, quando eles ocuparam a ilha.
Com outras especiarias, como cravo, pimenta-do-reino, pimenta-da-jamaica, era utilizada como moeda de troca, para pagar serviços, impostos e servia também como dote e herança.
O uso da canela, no entanto, é bem mais antigo: de acordo com pesquisas, a especiaria é usada desde 1.200 a.C. Os antigos egípcios a viam como perfume no ritual do embalsamento. Já os romanos empregavam nas piras para amenizar o cheiro dos corpos queimados. Gregos e romanos aromatizavam, com ela, o vinho.
A canela é nativa do Sri Lanka, Índia e sudeste asiático. Existem diferentes tipos, mas os principais são o Cinnamomum verum (conhecida como a verdadeira) e a mais comum no comércio: a Cinnamomum cassia. As cascas dessas árvores são colhidas, secas ao sol, enroladas naturalmente para formar os paus de canela aromáticos, de cor marrom-avermelhada. A especiaria chegou ao Ocidente com as navegações nas rotas comerciais.
Para preservar o aroma, a canela deve ser guardada em potes hermeticamente fechados.
Na Cozinha
Essa casca perfumada pode ser utilizada em rama (pau) ou em pó. Cada uma com usos específicos.
Em rama
- Tem sabor suave, se desprendendo aos poucos, geralmente durante o cozimento.
- Em calda de açúcar, para umedecer bolos.
- Aromatiza com delicadeza geleias e compotas de frutas.
- Pequenas ramas podem fazer as vezes de colherinha para mexer, conferindo sabor ao café, chá ou chocolate quente.
- Em frituras, vale experimentar colocar uma rama dentro do óleo.
- Parceria para laranja e hortelã, em água saborizada.
- Serve como aromatizante para licores.
- Parceria perfeita para chimia de abóbora.
- No quentão das festas juninas.

Em pó
- É ingrediente essencial de temperos como curry e garam masala.
- É ingrediente da pimenta síria, junto com cravo, cominho, pimenta-do-reino e pimenta-da-jamaica.
- No Oriente Médio, é usada em pratos salgados, como o cuscuz marroquino.
- Confere um sabor particular quando acrescentada ao preparo de carne de panela.
- Na Europa e América do Norte, é mais comum em sobremesas, como tortas de maçã, chocolate quente e cinnamon rolls.
- Na América do Norte, faz parte da clássica torta de abóbora.
- Na Alemanha, é tempero da apfelstrudel, sobremesa de maçã.
- Tradicional na massa de biscoito de gengibre.
- Tem sabor acentuado, imediato, por isso é mais usada na finalização de pratos.
- Misturada com açúcar, finaliza o bolinho de chuva e o grostoli.
- Polvilhada sobre o arroz-doce, a canjica e o curau de milho verde dá um toque especial.
- No Marrocos, no tagine, a canela combina com outras especiarias.
- O spekulatius, cuja origem é atribuída à Holanda, tem a canela entre as especiarias que saborizam o biscoito.
- É ingrediente essencial de temperos como curry e garam masala.
- É ingrediente da pimenta síria, junto com cravo, cominho, pimenta-do-reino e pimenta-da-jamaica.
- No Oriente Médio, é usada em pratos salgados, como o cuscuz marroquino.
- Confere um sabor particular quando acrescentada ao preparo de carne de panela.
- Na Europa e América do Norte, é mais comum em sobremesas, como tortas de maçã, chocolate quente e cinnamon rolls.
- Na América do Norte, faz parte da clássica torta de abóbora.
- Na Alemanha, é tempero da apfelstrudel, sobremesa de maçã.
- Tradicional na massa de biscoito de gengibre.
- Tem sabor acentuado, imediato, por isso é mais usada na finalização de pratos.
- Misturada com açúcar, finaliza o bolinho de chuva e o grostoli.
- Polvilhada sobre o arroz-doce, a canjica e o curau de milho verde dá um toque especial.
- No Marrocos, no tagine, a canela combina com outras especiarias.
- O spekulatius, cuja origem é atribuída à Holanda, tem a canela entre as especiarias que saborizam o biscoito.
Crença popular
- Atrairia sucesso nos negócios, sorte e soluções para problemas.
- Em alguns países, na virada do ano, é tradição soprar a canela para ativar as energias, simbolizando a prosperidade.
- Era vista como um presente de luxo.
- Considerada símbolo do amor e sabedoria, é empregada em poções.
Receita
Spekulatius
Spekulatius (na Alemanha), Speculoos (na Bélgica) e Spéculos (na França), esses biscoitos surgiram provavelmente na Holanda e se espalharam pela região do Rio Reno e por toda a Alemanha, onde passaram a integrar as mesas natalinas. A canela está entre as especiarias que compõem a massa.
Ingredientes
- 250 g de farinha de trigo
- 1/2 colher (sopa) de fermento em pó
- 125 g de açúcar
- 125 g de manteiga em cubos gelada
- 50 g de farinha de amêndoas
- 1 ovo
- 1/2 colher (café) de canela em pó
- 1/2 colher (café) de cravo em pó
- 1/2 colher (café) de noz moscada
- 1 sachê de açúcar de baunilha
- PARA DECORAR
- Leite
- Açúcar cristal
Modo de Fazer
Com a ponta dos dedos, amasse a manteiga com o açúcar. Adicione o ovo, a farinha de amêndoas, a farinha de trigo, o fermento e as especiarias até que fique uma massa homogênea, evitando manusear demais. Cubra com um plástico e leve pra gelar por cerca de 1h. Abra, com ajuda de um rolo, sobre superfície enfarinhada. Corte com os cortadores de biscoitos preferidos. Disponha nas formas e leve para gelar enquanto preaquece o forno. Retire da geladeira, pincele com leite e polvilhe com açúcar cristal. Leve ao forno até que fiquem dourados. Retire e deixe esfriar sobre uma grade. Guarde em potes hermeticamente fechados, para que não percam a crocância.
Receita
Curau de milho verde
O curau de milho verde, um doce bem brasileiro, típico da roça, ganha intensidade de sabor ao ser polvilhado com canela em pó.
Ingredientes
- 6 espigas de milho verde
- 1 xícara de açúcar
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 500 ml de leite
- 150 ml de leite de coco
- canela em pó
Modo de Fazer
Debulhe o milho e leve os grãos ao liquidificador com metade do leite. Passe por uma peneira fina, acrescentando o restante do leite, aos poucos, apertando bem para tirar todo o sumo e desprezando o bagaço. Leve ao fogo médio, com o açúcar e a manteiga, mexendo sem parar até que comece a engrossar. Junte o leite de coco e continue mexendo, até que esteja cozido. O tempo de cozimento vai depender do ponto desejado. O ponto de corte exige que fique mais tempo no fogo, até que comece a soltar do fundo da panela. Se desejar o curau cremoso, despeje em pequenas cumbucas. Se for de corte, coloque em um refratário molhado com água. Polvilhe com canela em pó. Leve à geladeira.